Blog Selom

Margem de lucro: por que a maioria dos empresários não sabe quanto realmente sobra?

A pergunta que quase nenhum empresário de pequenas e médias empresas consegue responder com precisão

Quanto realmente sobrou no último mês?
Qual é a margem de lucro da minha empresa?
Quanto cada produto ou serviço deixa de resultado?

Essas são perguntas essenciais para a saúde financeira de qualquer negócio e, ainda assim, a maioria dos empresários não sabe responder.
E não por falta de esforço, mas porque a gestão financeira e estratégica raramente é tratada de forma estruturada dentro das pequenas e médias empresas.

Neste artigo, vamos explicar os principais motivos que levam ao desconhecimento da margem de lucro e o que precisa ser feito para transformar esse cenário.

  1. Misturar lucro com caixa: o erro mais comum

Esse é o erro que mais confunde empresários.
Lucro é diferente de caixa e quando essa distinção não está clara, tudo se mistura:

  • A empresa vende, mas o recebimento é parcelado.
  • A empresa compra, mas paga à vista.
  • O lucro aparece no papel, mas o caixa está negativo.
  • A empresa está dando prejuízo, mas contabilmente tem lucro.

Sem separar essas duas análises, o empresário acredita que está sobrando ou está faltando dinheiro sem saber de fato o que é resultado da operação.

  1. Não conhecer todos os custos envolvidos

Grande parte das empresas trabalha apenas com custos visíveis:

  • matéria-prima,
  • impostos,
  • mão de obra direta.

Porém, a margem de lucro depende de todos os custos, inclusive os invisíveis ou indiretos, como:

  • energia,
  • manutenção,
  • comissões,
  • despesas fixas de estrutura,
  • depreciação dos equipamentos,
  • custos financeiros,
  • inadimplência.
  • perdas

Quando esses elementos não entram na conta, e o cálculo é formado de cabeça,  ou apenas considerado os custos que são pagos pelo caixa, a margem de lucro se torna-se ilusória.

  1. Precificação feita por comparação, não por cálculo

Muitas empresas ainda definem seus preços observando:

  • quanto o concorrente cobra,
  • quanto o cliente está disposto a pagar,
  • quanto “parece” suficiente para lucrar.

O problema é que cada empresa tem sua própria estrutura de custos e despesas.
Um preço que dá lucro para o concorrente pode gerar prejuízo na sua operação.

Sem uma planilha ou sistema que calcule o custo real por produto/serviço, a margem nunca é conhecida com precisão.

  1. Falta de controle sobre despesas e saídas

Outro motivo para o desconhecimento da margem é a ineficiência no controle das saídas:

  • despesas não registradas,
  • compras sem planejamento,
  • pequenas retiradas diárias,
  • gastos pessoais misturados com o caixa da empresa,
  • pagamentos fora do fluxo,
  • classificação errada das despesas e custos

Mesmo que a empresa tenha um bom faturamento, essas saídas fragmentadas e sem classificação comprometem a análise de resultado.

A falta de organização impede saber exatamente o que sobra ao final do mês.

  1. Ausência de indicadores financeiros

Não acompanhar indicadores é como dirigir sem ter um destino.
Sem medir, o empresário toma decisões apenas pela intuição.

Entre os indicadores essenciais estão:

  • margem de contribuição,
  • ponto de equilíbrio,
  • ticket médio,
  • lucratividade por produto/serviço,
  • rentabilidade dos investimentos
  • margem líquida.
  • despesas fixas
  • ciclo financeiro

Sem esses dados, a visão financeira fica limitada ao que “parece estar funcionando”.

  1. Crescimento sem estrutura de gestão

Muitas empresas começam pequenas e crescem sem estrutura.
A produção aumenta, as vendas expandem, mas a gestão não acompanha.
Quando percebem, já se tornaram empresas com alta complexidade e pouca visibilidade financeira.

O crescimento, sem controle, diminui a margem, mesmo quando o faturamento aumenta mês a mês.

O resultado disso tudo?

Uma empresa que vende bem, trabalha muito, gira bastante…
Mas não sabe quanto realmente sobra.

E, quando descobre, percebe que a margem é menor do que imaginava — ou até negativa.

De acordo com estudos do SEBRAE e da Fundação Dom Cabral, 60% das micro e pequenas empresas encerram suas atividades em até 5 anos, sendo que mais de 45% dos casos estão diretamente ligados à falta de controle financeiro, formação incorreta de preços e ausência de indicadores de margem e lucratividade. Outro levantamento do IBGE reforça o alerta: apenas 30% das empresas brasileiras controlam custos corretamente e menos de 20% realizam análise periódica de margem de contribuição e ponto de equilíbrio. Esses números mostram que o problema não é vender pouco — é não saber quanto sobra de verdade. A falta de gestão financeira não apenas reduz a margem, como coloca em risco a sobrevivência da empresa, especialmente em momentos de oscilação de mercado.

Como mudar esse cenário?

Para conhecer a margem real de lucro, a empresa precisa de:

Separação clara entre lucro e caixa

Precificação correta baseada em custos reais

Controle rigoroso de despesas e classificação correta

Indicadores financeiros atualizados

Planejamento e análise mensal do resultado

Acompanhamento técnico e profissional da gestão

Com essas práticas, o empresário deixa de “achar” e passa a tomar decisões com base em dados concretos.

Saber quanto sobra não é luxo é sobrevivência

Empresas que conhecem sua margem real conseguem:

  • ajustar preços,
  • corrigir desperdícios,
  • controlar custos,
  • planejar investimentos,
  • crescer com segurança.

A margem é o coração financeiro do negócio.
Sem ela, qualquer decisão é um risco.
Com ela, a empresa encontra clareza, estratégia e estabilidade.

Quer descobrir a margem real da sua empresa?

A Selom Consultoria ajuda empresas a identificar custos, formar preços corretos, analisar indicadores e organizar o financeiro para que o empresário saiba exatamente quanto sobra na última linha.

Podemos caminhar ao seu lado para estruturar uma gestão financeira mais segura e previsível.

 

Gostou da postagem? Então compartilhe:

LinkedIn
Facebook
WhatsApp
Twitter
Email